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OS RISCOS DO CRESCIMENTO RÁPIDO

A energia solar é uma das renováveis que mais cresce no Brasil. Nos últimos dois anos, o total de potência instalada da energia solar fotovoltaica quase triplicou em julho deste ano, superando os 6 megawatts (MW) de potencial. A expansão do mercado é atribuída ao aumento do interesse da população brasileira, atraída pela economia na conta de energia e sustentabilidade do sistema. O crescimento do setor também fez com que os números de erros em instalações aumentem.

Investimentos mal planejados na mudança para energia solar podem causar dores de cabeça ao consumidor, que pode não ter o retorno esperado e precisará gastar mais para correção de erros. Problemas em instalações de sistemas de energia solar passaram a ser recorrentes em meio à expansão do setor no Brasil. Atraídos pela promessa de energia própria, mais barata e ecológica, muitos consumidores compram equipamentos antes de conhecer o processo que envolve essas instalações.

No caso da energia solar fotovoltaica, o consumidor deve ficar atento às etapas do processo, que vão além da compra do kit solar.

“A quantidade de empresas nesse setor cresceu assustadoramente e há muitas instalações sendo realizadas por empresas sem qualificação técnica. Algumas vendem o serviço sem ter de fato um estudo de engenharia para um sistema solar e avaliação de sua real necessidade”, alerta o engenheiro Merivaldo Britto, da MB Soluções em Engenharia e Projetos.

Instalações erradas podem transformar o sonho de economia em pesadelo. Além de acarretar falhas no sistema e gerar menos energia que o esperado, o erro pode trazer prejuízos financeiros.

“Sistemas solares instalados sem os devidos cuidados, que incluem uma análise e projeto de engenharia e certificações, podem ter falhas. Depois de um ano você começa a ver que o sistema que foi programado está gerando menos do que o gerado. Um exemplo é de uma usina que estou atendendo. Há seis meses ela está com as placas solares instaladas, sem poder gerar energia”, explica o engenheiro.

A empresa citada pelo engenheiro fez um investimento de R$ 320 mil para instalação das placas, mas terá que desembolsar mais R$ 100 mil na correção do sistema.

Entre as etapas necessárias para não evitar problemas futuros, o que mais falta é justamente a primeira: um estudo aprovado de engenharia. “Primeiro é preciso ir a campo, fazer uma avaliação técnica tanto da rede externa quando da interna, verificar se será necessário fazer adequações e realizar a instalação correta. Esta etapa está sendo pulada por algumas empresas, que enviam o orçamento da instalação com base apenas no consumo da residência, sendo que essas instalações podem virar um elefante branco”, pondera.

Antes de iniciar as obras, o projeto de instalação solar deve ser aprovado pela concessionária de energia, a qual fará uma vistoria técnica antes de emitir uma certificação.

- Todas as informações sobre instalações de sistemas solares fotovoltaicas estão disponíveis no site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).




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